A Cidade e as Gentes.

IX – INFORMAÇÃO

 

A minha tecnologia

É ter boa informação.

Plantar paz e alegria

E ter boa comunicação.

 

Ajudo com devoção

Represento a minha imagem.

Basta-me a minha linguagem

Para ter boa formação.

 

Ter boa matemática,

Tudo aprender de seguida.

Ter jeito e muita prática

Há que ganhar a vida.

 

Sei viver a cidadania

E respeitar a liberdade.

Serei grande pessoa um dia

Com grande responsabilidade.

 

 

VIII – O MEU HOBBY

 

A poesia na rádio

Gosto muito de ouvir.

Ao pé deles não sou sábio

Crê que não estou a mentir.

 

Eu não conheço os poetas,

Mas gostava de conhecer.

Pois na minha maneira de ver

Todos os poetas são atletas.

 

Ora há a D. Marta

E o que digo não é treta,

Ao ouvi-la não fico farta

Pois sabe escrever com a caneta.

 

São pessoas instruídas,

Como o professor Ribeirinho.

Ao ouvi-los estamos distraídas

E logo sorrimos num tirinho.

 

A D. Lurdes de Campo Maior,

Que também gosto de ouvir.

Ela pensa no que é melhor

E diz sempre o que está a sentir.

 

Gosto de ouvir um bom poeta

E adoro a D. Gracinda.

Parece ser uma profeta,

Por ter uma voz tão linda.

 

Os poetas de Marvão,

Também gosto de apreciar

Não dizem nada em vão.

Dizem sempre o que estão a pensar.

 

Em Arronches há grandes poetas,

Em Caia e na Urra também.

Às vezes improvisar sabem

Tal e qual como os profetas.

 

Gosto de ouvir professores

E os que trabalham com martelos.

Também gosto de ouvir pastores

E a Locutora Ana Teles.

 

Todos na rádio

Gosto de escutar.

E apesar de não ter salário

Participo sem falhar.

 

 

 

VII – OS FOGOS

 

Com a Charneca abandonada,

Na vasta campina ardente,

Portugal ficou sem nada,

Ficou a família doente.

 

Há quem vá construir

Na serra muita estrada.

À força quer possuir,

Não pode ser pessoa honrada.

 

Portugal será um jardim,

Se houver gente bem formada.

Mas o homem quer outro fim

E o país ficou sem nada.

 

Eu e tu e toda a gente,

Porque não és inteligente?

Quem mal faz não tem virtude,

Pois é homem que se ilude.

 

 

 

VI – É TUDO PARÓDIA!

 

Dizem que agora com a CEE

Vai dar muito que falar.

Nosso Portugal bem o é

Bom exemplo popular.

 

Cuidado, tenham cautela,

Tem que haver olho vivo.

Podem nos fazer barrela,

Com tanto fundo perdido.

 

Dizem que os Portugueses

Já fome não vão passar.

Vai o governo muitas vezes,

Dar-nos tudo o que tem para dar.

 

É tudo paródia!

É de aproveitar!

Não há que rejeitar,

Pois todos vão ganhar.

 

Portugal é pequenininho,

Mas tem tudo a fartar.

No Alentejo e até no Minho,

Todo o Estrangeiro vem parar.

 

Todos me dizem canta, canta,

Mas ninguém me dá dinheiro.

Mas lá haja esperança,

Que me encha o mealheiro.

 

É tudo paródia!

É de aproveitar!

Não há que rejeitar,

Pois todos vão ganhar.

 

 

 

V – QUINZE ANOS A FAZER “COMPANHA”.

 

Foi a nove de Novembro de 1989,

Que esta rádio tocou.

Alegrou rico, alegrou pobre

A todos nós aconchegou.

 

Tens servido muito bem,

Boas notícias nos tens dado.

Em cima da hora vêm

São sempre do nosso agrado.

 

Dás notícias com rigor

E boa música também.

Esta rádio tem muito valor

Ajuda como ninguém.

 

A música que nos dás,

Quase toda Portuguesa.

Ò rádio tu és capaz

De dizer tudo com beleza.

 

Os padeiros e pastores,

Rapazes e raparigas

No ouvido os auscultadores,

Para ouvir lindas cantigas

 

Que belos locutores,

Excelentes jornalistas.

Bem bons os directores

Todos são grandes artistas.

 

Pois a Rádio Portalegre

É a minha companhia.

Seja de noite ou de dia

Nunca pára a telefonia.

 

 

 

IV – MEU SENHORIO, MEU AMIGO.

 

Aqui o Senhor Carrapiço

É homem à sua maneira.

Quando vai a pensar na vida

Nada vê à sua beira.

 

Ele é muito boa pessoa,

Toda nós sabemos disso.

Ele nunca vai à toa

Tem é muito no toutiço.

 

Primaveras são oitenta,

Passou-as como Deus quer.

Goze ainda mais quarenta

Junto da sua querida mulher.

 

Dará alegria ao filho

E também à sua neta.

Que toda a família tenha brilho

E que venha ainda uma bisneta.

 

Este meu senhorio

Foi sempre homem de respeito.

Nunca me deu calafrio

De patrão tinha bom jeito.

 

 

 

III – Falar de Médicos é Pouco.

 

Os médicos que conheço,

Todos têm bom coração.

Têm meu mérito e apreço.

São de boa condição.

 

São eles Deus na Terra,

Apóstolos os enfermeiros.

Nenhum deles jamais erra,

Nas intenções são verdadeiros.

 

A todos digo bem haja.

A toda a comunidade,

Sua vida é de coragem

Dão-nos muita caridade.

 

 

 

II – Quando falo para a rádio.

 

Quando para a rádio falo,

Sinto que estou com Deus.

Pois as vezes ao ouvi-lo,

Sinto que estou com os meus.

 

Olho, mas não vejo ninguém,

Oiço esta voz que me anima.

Eu sinto que do céu vem

É tão boa, tão divina.

 

Meu coração anda triste.

Tenho dor dentro do peito,

O passado já não existe,

Mas para mim nada tem jeito.

 

A rádio Portalegre nos dá

Uma linha de S.O..

Palavra carinhosa vem de lá,

Para animar quem está só.

 

 

 

I - ALEGRIA

 

Até há bons presidentes,

Tanto da Câmara como da Freguesia,

Que fazem os idosos contentes,

Que fazem que tenham alegria.

 

Nem que seja só por um dia,

Conhecemos o nosso país.

Os jantares são uma folia,

Damos vivas e queremos bis.

 

Vamos ver grandes cidades,

Que temos em Portugal.

Museus com novidades

Do povo que muito vale.

 

Ser Português é ser Rei,

Que descobriu os mares de além.

Portugal também eu sei,

Grandes personagens têm também.

 

Aos presidentes dou valor,

À menina Susana e Manuela

E aos “choferes” que com cautela,

Aos idosos mostram amor.

 

 

 

Portalegre

Respostas

  1. Gostei muito de ler o que a faz feliz :)


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