Depois de algum tempo parados brindamos os nosso visitantes com dois poemas ao Alto Alentejo.
Ó lindo alto alentejo
Alentejo, lindo alentejo
Faz prolongar os meus dias
Contigo sempre me vejo
A declamar poesias.
O teu campo me encanta
Os teus frutos são delícia
Purificam-me a garganta
São p’ra mim uma carícia.
Tens sombras acolhedoras
Que deleite, que frescura
Paisagens encantadoras
São afago, são ternura.
Em teus espaços há flores
Regam-nas águas das fontes
Vão os mais puros amores
Por entre vales e montes.
Que linda sorte a minha
Nesta terra conservar-me
Aqui ter minha casinha
Para nela aconchegar-me.
Alentejo minha ventura
Alenjanos eram meus pais
Alentejo minha ternura
Não te deixo nunca mais.
Pelo Alto Alentejo
Ao percorrer o Alentejo
Vejo árvores e caniçais
E em tantos prados vejos
Plantas medicinais.
Tive cabras, fui cabreira
Cresci a guardar o gado
Tive vacas fui vaqueira
Lembro esse tempo passado.
Mugi cabras, mugi vacas
Gostava de lhes tirar o leite
De sacas fazia capas
E, de azeitonas, azeite.
Ajudei a desbravar mato
Para a terra melhorar
Lavrei, deitei-lhe sulfato
Fartei-me de trabalhar.
Outubro, Novembro e Dezembro
Toda a semente se semeia
Em pó se espalha a semente
Trigo, centeio, cevada e aveia.
Semeiam-se favas e alhos
Sempre no mês de Natal
Podem vestir-se agasalhos
Pois cá o frio é normal.
Quem aqui gosta de vir
A este Alentejo perfeito
Vai gostar de usufruir
Desta ar puro em seu peito.

